Abrigo de animais: Triste realidade.

Vou tentar descrever a realidade dos abrigos, que é bem diferente da imagem que muitas pessoas fazem deles. O gato ou cão, quando vão para um abrigo, não estão saindo de férias ou indo passar uma temporada em um SPA ou hotel Cinco Estrelas. Infelizmente, eles vão enfrentar uma dura realidade.

Alguns humanos resolvem, por vários motivos, se desfazer do animal que viveu muitos anos em sua companhia, outros então devolvem o animal adotado depois de meses de convívio com uma família e todos acham que ele ficará feliz indo para um abrigo. Estas pessoas precisam saber que o estresse enfrentado pelo animal que sai de um local onde ele se sente seguro e amado é tão grande que, na primeira semana no abrigo ele adoece e demora muito tempo para se recompor e participar da vida coletiva. No período de adaptação ele fica apático, deprimido e muitas vezes pára de se alimentar. Os mais sensíveis ou velhos adoecem gravemente e alguns acabam morrendo.

Só quem já visitou um abrigo de animais sabe do que eu estou falando. Existem vários tipos de abrigos: alguns são pequenos, com poucos animais, o tipo de local que a maioria dos protetores acaba construindo e que fica muitas vezes em sua própria casa. Nestes, os animais tem alimento, proteção, mas nem sempre têm atenção e carinho. Tem também aqueles maiores, que pertencem a sociedades protetoras, onde os animais muitas vezes sofrem por falta de alimentos e cuidados. Neles há superlotação e são rotineiras mortes causadas por brigas, disputa por território, alimento e até disputa por atenção. Nestes locais os cães e gatos estão sempre tristes, apáticos ou, ao contrário, tornam-se tão agitados que não conseguem relaxar nunca. Nos locais menores e mais bem equipados, os animais não passam fome, mas estão sempre carentes e chegam a brigar por um simples afago e você precisa ficar atento para não privilegiar nenhum deles.

Por tudo que os animais são obrigados a suportar, é importante que o abrigo seja sempre encarado como local transitório, uma casa de passagem e não lar definitivo para cães e gatos. Animais domésticos, como o próprio nome diz, existem para viver em contato e na companhia de humanos, pois dependem deles para todas suas necessidades. O certo é que sempre paira um ar de tristeza e resignação sobre os abrigos. Isto porque todos os animais que lá estão foram um dia abandonados e mesmo os que se perderam de suas casas ficaram traumatizados, pois nas ruas passaram por muita privação e medo. Eles se tornaram seres inseguros que têm receio de nos decepcionar, de fazer algo errado e de sofrer novamente.

Jim Willis, escritor e defensor dos animais, descreveu com precisão os abrigos em seu livro Pieces of My Heart:"Olhei para os animais abandonados no abrigo ... os renegados da sociedade humana. Vi em seus olhos amor e esperança, medo e horror, tristeza e a certeza de terem sido traídos. Eu me revoltei e rezei:- Deus, isto é horrível! Por que o Senhor não faz nada a respeito? E Deus respondeu:- Eu fiz. Eu criei você."

Esta, infelizmente, é a realidade dos abrigos e nós devemos lutar para melhorar a situação destes seres abandonados. Mas, assim como algumas pessoas abandonam, outras se desdobram e fazem de tudo para corrigir esta falha."Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."Pior do que você querer fazer e não poder, é você poder fazer e não querer.


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Fonte: batalhaanimal

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Colaborador

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