Será que posso pegar Aids do meu gato?

Bem, os gatos também podem adquirir Aids. Mas será que podem nos contaminar? Será que é o mesmo vírus que contamina os humanos?

Poucas pessoas sabem, mas a Aids é uma doença que também pode afetar os gatos. O FIV, como é conhecido, (Vírus da Imunodeficiência Felina) ou Aids Felina é causado por um vírus que leva a deficiência do sistema imunológico dos gatos e os predispõe a algumas doenças infecciosas. “A forma mais comum de transmissão é por meio das brigas, especialmente através de mordidas. Também pode ocorrer durante transfusões de sangue, em que o sangue está contaminado, ou de mãe para filhote durante o parto ou amamentação”,

A doença, de maneira geral, apresenta estágios diferentes. Existe a fase aguda, que ocorre com 4 ou 5 semanas pós-infecção, podendo durar de meses a semanas. A fase assintomática (latência), que pode durar anos, e a fase mais complexa, na qual o animal contrai diversas doenças secundárias, seguindo para o estágio final da infecção. Da mesma forma como acontece com os humanos. A transmissão do vírus ocorre apenas entre gatos e não é uma doença hereditária, porém, em alguns felinos selvagens, ela pode acontecer com mais facilidade. “O material genético do vírus pode ser incorporado em seu genoma e ser transmitido aos seus descendentes.”

Fique atento aos sintomas


Geralmente, os gatos infectados chegam a ter uma aparência saudável por vários anos e os sintomas demoram a aparecer.

-Má qualidade do pelo

-Febre

-Falta de apetite

-Diarreia

-Inflamação da mucosa oral (gengivite/estomatite)

-Doenças oftalmológicas

-Alterações neurológicas entre outros.

Entretanto, segundo estudos mais recentes, por mais que o animal demore a mostrar os sintomas, a doença pode ser fatal, de 15 a 45% dos casos, e isso dependerá muito do estilo de vida do animal, das doenças em que ele é exposto, entre outros fatores.

Aprenda a prevenir


A maneira mais segura de prevenir doenças como o FIV é evitar que o felino tenha acesso às ruas, para que não seja exposto a brigas com animais possivelmente infectados. Além disso, é importante testar as bolsas de sangue antes de realizar qualquer transfusão sanguínea. Não existe uma raça específica que contraia o vírus com maior facilidade. “A epidemiologia da doença está mais relacionada ao sexo, estilo de vida e idade do animal. Machos adultos e não castrados são os que compõem o grupo de maior risco”.

Assim como nos humanos, a doença FIV nos gatos não tem cura, apenas tratamento. Por isso, mantenha seu peludo em segurança. Tenha as janelas teladas e não permita os famosos passeios.


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Colaborador

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